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Difamação

Abusadores mantém a vítima numa espécie de “harém”, em grande ou total isolamento social. Eles fazem isso para que a vítima possa lhes dedicar toda a atenção, e também para que ninguém possa saber o que eles fazem com a vítima. Perante a sociedade, o abusador esconde todo o seu comportamento abusivo. Ele posa de santo, pai/mãe/marido/filho e cidadão exemplar, muitas vezes ocupando cargos de confiança, como religiosos, longe de qualquer suspeita. São extremamente gentis e agradáveis. São uma pessoa completamente diferente do que são dentro de casa, longe das vistas da sociedade. Não é difícil, portanto, difamar a vítima. O abusador pinta a vítima como “louca”, instável, desequilibrada, invertendo as coisas, como se ele fosse a vítima e a vítima, o abusador. Ele é um mártir, que apesar de tudo, tolera a vítima, que passa a ser o agressor, sofrendo estoicamente. A vítima perde toda a credibilidade. Se denunciar o abuso, não acreditarão. O abusador chega a provocar a vítima, para que ela ...

Sedução

O abusador não costuma parecer uma pessoa abusiva à primeira vista. Ele seduz a vítima, se mostrando uma pessoa amorosa e carinhosa, despejando mimos e amor, e fazendo a vítima se sentir especial. Mas é tudo calculado. Muitas vezes, o abusador só dá sinais de que é uma pessoa doentia quando já é tarde demais. A vítima já caiu na armadilha. Se isolou dos amigos, se casou. E então a culpa passa a ser dela. “Quem mandou casar? Casou, agora aguenta. Deveria ter prestado atenção nos sinais”, diz a sociedade, a família, a igreja. Mas, muitas vezes, não havia nenhum sinal.

Fúria abusiva

A fúria abusiva é a raiva demonstrada pelo abusador a ponto de aterrorizar a vítima. O abusador aparenta ter perdido todo o controle e ser capaz de tudo. Faz coisas absurdas. A raiva é quase sempre desproporcional ao incidente que a causou.

Minimização

O abusador faz as preocupações, sentimentos, sofrimentos e anseios da vítima parecerem insignificantes. Minimiza tudo o que ela está sentindo, como se não tivesse importância.

Abuso ambiental

Para melhor aterrorizar a vítima, o abusador lança mão de gestos, que por si só, não significariam nada, mas que, no relacionamento, sempre são seguidos da explosão de fúria abusiva. Sinais de que o ambiente está ficando pesado, de que a vítima o está irritando, de que a tragédia está prestes a acontecer. A vítima sabe que está sendo ameaçada, mas quando tenta denunciar as ameaças, é chamada de louca, afinal, esses gestos não significam nada, ela está vendo coisas onde elas não estão. Muitas vezes a própria apreensão e pânico da vítima perante estes sinais são punidos pelo abusador, sendo usadas como a causa do abuso. Afinal de contas, não dá para suportar uma pessoa louca, paranoica, que vê problemas em tudo… que não te ama de verdade e que te considera um abusador, certo?

Quando o silêncio agride

Uma das formas mais irritantes de abuso – e que irrita ainda mais por não ser facilmente reconhecida como abuso – é quando o agressor não responde às perguntas, pedidos ou comentários da vítima. Muitas vezes a vítima faz uma pergunta sobre algo que ela acredita que poderia evitar agressões por parte do abusador, desabafa sobre algum problema, ou faz um comentário, esperando ansiosamente uma resposta – recebendo, em retorno, um silêncio sepulcral. Irritada, a vítima reage, sendo então acusada de estar agredindo o abusador, que diz não estar fazendo nada, “só estou quieto no meu canto”. Outras vezes, acusa a vítima de alguma coisa, ou até mesmo a pune por alguma coisa, e quando a vítima mostra as provas de sua inocência, é solenemente ignorada com esse mesmo silêncio ou as agressões e acusações continuam. É uma agressão passiva. Isso passa à vítima a mensagem de que ela não existe para o abusador, é insignificante, não tem qualquer importância – a desumaniza.

Normalização

A normalização é uma tática usada para tornar a vítima insensível ao abuso. Manipula a pessoa, fazendo-a aceitar comportamentos impróprios, imorais ou até mesmo ilegais, chegando ao ponto de fazê-la agir contra seus princípios. Afinal, todos gostam do abusador. Ele é uma pessoa longe de qualquer suspeita. Você é que deve ser sensível demais, pudica demais, fresca demais.

Se você fosse menos você……

O abusador costuma comparar a vítima a pessoas que seriam melhores ou ideais. “Se você fosse mais parecida com ——“, “Se você fosse menos ——“, “Se você fosse um pouco mais ——” fazendo com que a vítima deixe de ser ela mesma e passe a tentar ser outra pessoa. A pessoa deixa de ser ela mesma, e com o tempo, perde todo o senso de identidade, esquecendo do que quer, deixa de se reconhecer.

“Pisando em ovos”

A vítima do abusador vive sempre com medo, sabendo que, cedo ou tarde, a tragédia virá, “pisando em ovos”, tentando não dar motivos para que o abuso aconteça, apesar de saber que, cedo ou tarde, alguma coisa inesperada ou inevitável, que a vítima nem poderia sonhar ser problemática, irá desencadear o abuso. Sempre há algum motivo, porque o abusador abusa intencionalmente. Ele inventa motivos, fingindo interpretar algum gesto da vítima como uma ofensa, reagindo desproporcionalmente a acontecimentos normais, ou atribuindo à vítima a culpa por algo que acontece sozinho, afinal “tem que ser ela”. Ela vive tentando adivinhar o que poderá causar uma explosão, chegando a um estado de paranoia e eterna vigilância, incapaz de relaxar.

Sadismo

Agir de forma sádica, causando sofrimento à vítima pelo puro prazer em fazê-la sofrer, é uma forma de abuso. O abusador muitas vezes coloca a vítima em situações impossíveis, em que ela obviamente não pode dar ao abusador o que ele quer, e que, caso não dê, será punida. O abusador sabe que estas situações são impossíveis. Muitas vezes a vítima também é deixada com duas ou mais opções, sendo que se ela optar por qualquer uma delas, será punida.

Inversão

Inversão O abusador inverte a realidade, fazendo a vítima acreditar que é culpada pelo abuso. Se faz de vítima. Faz a vítima acreditar que provocou o abuso. Quando a vítima percebe que a reação do abusador é totalmente desproporcional, ele faz a vítima duvidar de sua percepção, dizendo ou insinuando que ela é louca, burra, incompetente ou desequilibrada.

Você é louco(a)

Você é louco(a) O narcisista faz de tudo para que a vítima acredite que é louca. Faz isso para confundir e melhor exercer seu controle. A vítima deixa de confiar nas próprias percepções, memórias e juízo. Para isso, usa a técnica do “gaslighting”, que consiste em negar fatos e coisas que fez. A vítima traz algum fato para o narcisista e ele responde “Eu nunca fiz/disse isso”, “Você está imaginando coisas”, “Isso é uma memória falsa, foi plantada pelo seu terapeuta”. Conta mentiras sobre a vítima para quem está de fora, fazendo com que fiquem contra ela e depois diz “Está vendo? Ela nunca foi sua amiga. Ninguém gosta de você. Já eu, todos gostam de mim. Isso é sinal de que eu estou com a razão”. As constantes ameaças, o clima de terror constante, a agressividade irracional, a reação desproporcional por coisas completamente normais e inofensivas faz a vítima ficar emocionalmente descompensada, pois é, de fato, enlouquecedor. Muitas vezes, a vítima acaba num consultório psiquiát...

Se fazendo de vítima

Se fazendo de vítima Quando tudo o mais falha e a vítima finalmente percebe que está sendo abusada, se não tiver como mantê-la presa ao relacionamento por outros meios, o abusador irá bancar a vítima. Fala que está com problemas, que sua vida é uma merda, que sua infância foi uma merda e que está arrependido. Promete que vai mudar. Mas é tudo mentira.

Difamação

Difamação MAIO 9, 2016 /  DEIXE UM COMENTÁRIO Abusadores mantém a vítima numa espécie de “harém”, em grande ou total isolamento social. Eles fazem isso para que a vítima possa lhes dedicar toda a atenção, e também para que ninguém possa saber o que eles fazem com a vítima. Perante a sociedade, o abusador esconde todo o seu comportamento abusivo. Ele posa de santo, pai/mãe/marido/filho e cidadão exemplar, muitas vezes ocupando cargos de confiança, como religiosos, longe de qualquer suspeita. São extremamente gentis e agradáveis. São uma pessoa completamente diferente do que são dentro de casa, longe das vistas da sociedade. Não é difícil, portanto, difamar a vítima. O abusador pinta a vítima como “louca”, instável, desequilibrada, invertendo as coisas, como se ele fosse a vítima e a vítima, o abusador. Ele é um mártir, que apesar de tudo, tolera a vítima, que passa a ser o agressor, sofrendo estoicamente. A vítima perde toda a credibilidade. Se denunciar o abuso, não acredita...

Mentiras e isolamento social

O abusador proíbe a vítima de ter amigos, a isola da família, faz ela acreditar que o mundo é hostil, que os outros estão contra ela, proíbe a vítima de trabalhar, estudar ou de acessar informação, mente para colocá-la contra amigos e família, faz ela acreditar que não pode viver sem ele. Isolando-a socialmente e tirando dela todo o apoio, para que ela não possa ser alertada sobre o abuso ou escapar dele.

6) O Palhaço

6) O Palhaço É o filho que tenta mascarar a disfuncionalidade da família com bom humor. Diverte a família, desviando a atenção do problema óbvio. Faz graça dos problemas. Muitas vezes, um mesmo membro da família desempenha mais de um papel, ou um ou mais papéis estão ausentes. No entanto, sempre há o narcisista e o bode expiatório.

5) A Criança Perdida

5) A Criança Perdida É o filho que é ignorado entre os abusos ao bode expiatório e esquecido entre as benesses à criança dourada. Sofre com todo o abuso e violência que presencia, e se retrai, refugiando-se no próprio mundo, ou foge da família, preferindo se apegar a pessoas de fora.

4) A Criança Dourada

4) A Criança Dourada É o filho perfeito, que nunca falha, mesmo que seja um completo fracasso e sempre se envolva em problemas fora da família, desde que corresponda a todas as vontades do narcisista. Se porventura vier a falhar ou a decepcionar o narcisista, nada acontece, pois já tem seu status ganho. Recebe todos os favores e benesses que são negadas ao bode expiatório. Por vezes é incitado a abusar do bode expiatório. Acaba abusando por medo de se transformar no próximo bode expiatório, e, ainda que inconscientemente, se sente feliz por não estar na pele dele.

3) O Bode Expiatório

3) O Bode Expiatório É o filho sobre o qual recaem todos os defeitos da família. Ele é considerado culpado por todos os problemas da família, mesmo que não faça nada, e é considerado uma “criança-problema”, mesmo que nunca se envolva com pessoas erradas, vá bem na escola e não tenha problemas com a lei. Geralmente é o membro mais mentalmente saudável da família, que não se deixa levar pelas suas mentiras e delírios. Também é o membro mais compassivo, que mais se sacrifica pelos demais.

2) O facilitador

2) O facilitador É o pai que falha em impedir os abusos do narcisista. Por vezes, faz isso por medo de retaliação, pela dependência do narcisista, ou por egoísmo, por amar o narcisista. Geralmente culpa os filhos pelos abusos ou desculpa os atos do narcisismo, dizendo que “é o jeito dele”, “ele é assim mesmo”.

1) O Narcisista

1) O Narcisista É quem manda na família. O narcisista controla e manipula a todos na família, forçando-os à submissão. Possui delírios de grandiosidade, de perfeição e de martírio. Considera todos os seus defeitos e todo o mal que causa como culpa de terceiros.

regras familias disfuncionais

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• O palhaço

• O palhaço O palhaço é a criança que entretem e distrai a família do peso negativo da sua disfunção. Esta criança expressa os efeitos das experiências dolorosas da sua família com humor. Palhaços têm dificuldade em aceitar e expressar sentimentos difíceis e vão brincar à custa de circunstâncias graves, evitando assim o problema real que precisam enfrentar. Palhaços podem encontrarem-se em áreas e carreiras relacionadas ao entretenimento, uma vez que é para eles segunda natureza fazer luz da tragédia, dor e sofrimento. Muitos palhaços despertam mais tarde na vida sentindo que nunca foram levados a sério, ou são sempre esperados fazer toda a gente se sentir melhor, talvez à custa de reconhecimento das suas próprias realidades dolorosas.

• O filho perdido

• O filho perdido O filho perdido é a criança que se afasta como auto-preservação. Ignorada e invisível, esta criança experimenta solidão e um sentimento de não pertencer à familia. Muitas crianças perdidas permanecem em segundo plano nas suas vidas adultas, escondendo-se de conflito e de riscos saudáveis na vida, presos à sensação de serem um forasteiro com medo ou um “ninguém” sem importância . Crianças perdidas normalmente acordam mais tarde na vida para encontrarem o que têm perdido em muitos campos emocionais que os outros tiveram, como um senso de conexão e de alguma diferença no mundo. Muitas vezes negligenciado, o filho perdido perdeu muitas vezes oportunidades para coisas melhores enquanto retirou-se para um mundo de silêncio interior, em que se concentrou em algo de valor para ele próprio, que provávelmente não estava relacionado à interação confiante (e até mesmo conflito) com os outros. Algumas crianças perdidas se interessam em bens materiais ou outras actividades com r...

• O bode expiatório

• O bode expiatório O bode expiatório é a criança que nunca “faz nada direito”. Esta criança é vista como a razão de tudo mau e indesejável, mesmo quando ela demonstra algum sucesso. Alguns filhos bodes expiatórios entram num ciclo de tentar mais e mais para se redimirem aos olhos da sua família, para finalmente poderem ser respeitados e apreciados por aquilo que eles realmente são. Eles nunca conseguem ser bons o suficiente e vão esgotar-se ao tentar conseguir uma palmadinha nas costas. Outros bodes expiatórios sucumbem ao papel de “ovelha negra” e causam problemas, porque já que serão sempre rotulados de ruins, desistem de tentar e rebeldiam-se em raiva. Muitos bodes expiatórios passam a maior parte das suas vidas adultas ainda tentando serem aceites e apreciados, constantemente fazendo mais, dando mais e tentando mais. Outros bodes expiatórios passam por muitos conflitos e dificuldades. Bodes expiatórios tipicamente acordam mais tarde na vida e percebem que as coisas não são como...

• O filho dourado

• O filho dourado O menino de ouro é aquele que nunca “faz nada errado”. Esta criança é vista como sendo o melhor e o mais brilhante; mesmo não o sendo. Algumas crianças douradas fazem a parte bem e até terminam muitas vezes presas na posição de ‘objecto de sucesso’, outras crianças douradas são intituladas superiores, de quem nunca são esperadas realmente ganhar alguma coisa, devido ao seu estatuto já favorecido. Crianças douradas são esperadas a abandonar o seu ‘eu’ autêntico em troca de alimento ao ego. Muitos filhos dourados acordam muito mais tarde na vida com uma boa casa, carro, uma boa posição no trabalho e com uma família supostamente perfeita, mas de repente percebem que gostariam de trocar tudo isto por algo mais autêntico. Outros filhos dourados são o oposto; as suas vidas são uma confusão porque nunca tiveram que trabalhar para ganhar a sua posição, e o resto do mundo não os recompensa da mesma forma por não fazerem nada.

Os quatro papéis básicos das famílias disfuncionais

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Os quatro papéis básicos das famílias disfuncionais por   elsamorais Os quatro papéis básicos das famílias disfuncionais cabem em quatro partes distintas, podendo um/uma filho/a caber em um ou mais títulos e podendo também mudar: – Filho dourado – Bode expiatório – Filho perdido – Palhaço As famílias disfuncionais não permitem que os seus filhos sejam seres autênticos com as suas próprias personalidades. Estas famílias agem ao redor de sua vergonha, negações e vícios de forma para manterem todos em seus papéis disfuncionais que lhe são individualmente atribuídos — caso gostem ou não.

familias disfuncionais

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Como sobreviver a um família disfuncional

Como sobreviver a um família disfuncional Todas as famílias disfuncionais têm pais mentalmente perturbados. Um deles é o “pai-chefe mentalmente perturbado”, e o outro, se houver outro, é o “facilitador do pai-chefe perturbado”. Estes pais tornam-se directores de  casting  e criam os papéis que cada filho da vai desempenhar. Um filho, normalmente o mais velho, desempenha o papel de sábio. Os outros desempenham papéis variados que compartilham um denominador comum: todos eles têm um lugar aceite na família. O último papel é o de bode expiatório. Este deve assumir a grande parte da raiva da família e é visto como não pertencendo verdadeiramente à família e é, portanto, um rejeitado. Os irmãos recebem permissão dos pais para tratar o bode expiatório da maneira que lhes apetecer. Os bodes expiatórios são demonizados pelos pais e, portanto, merecem qualquer tipo de tratamento. Os irmãos ficam contentes por terem alguém que lhes permita sentirem-se superiores e...

Vejamos agora quais processos costumam estar por trás das famílias tóxicas:

 Vejamos agora quais processos costumam estar por trás das famílias tóxicas: Possível desordem psicológica, transtorno ou problema de vício de algum dos membros da família. Abuso de poder e um estilo autoritário. Pais ou mães ausentes, que desatendem suas responsabilidades. Falta de afectuosidade, apego escasso. Possíveis abusos ou maus tratos físicos ou psicológicos. Estilo de comunicação pobre, bem por falta  de habilidade, por estilo de personalidade ou desinteresse. Falta de coerência, baixa confiabilidade por parte de algum dos pais. Baixa auto estima no pai ou na mãe. Auto nível de exigência e necessidade de que tanto o parceiro quanto os filhos esteja à altura das expectativas do pai ou da mãe. Para concluir, é muito possível que alguns se vejam identificados com muitos destes dados. Portanto, sempre que possível, tentemos estar sempre dispostos para criar um ambiente melhor, relacionamentos melhores. Se somos conscientes de que o impac...

Pais que usam os filhos para brigarem uns com os outros

Há vezes em que um pai ou uma mãe podem “instrumentalizar” aos filhos para atacar o parceiro. São situações que ocorrem com frequência em processos de divórcio, porém, também acontecem no dia a dia, onde os filhos são incitados a se aliar a um ou outro para que consigam algo. São dinâmicas dominadas pela chantagem muito destrutiva na mente infantil.

Pais que projetam nos outros as suas frustrações

Não há pior arma psicológica do que a frustração procurando vítimas. De fato, o pai ou a mãe frustrada que projecta sua culpa, seus medos ou fracassos nos filhos ou no casal é bastante habitual e desgastante. Todas estas dinâmicas deixam marcas. Assim,  poucas coisas podem ser tão cansativas como às desses filhos obrigados a cumprir os sonhos de seus pais  ou ser esse alvo onde os pais desafogam suas próprias insatisfações.

Pais imaturos e filhos que cuidam de seus pais

Outro tipo de famílias tóxicas são aquelas onde os pais, seja um ou ambos, são muito imaturos em todos os níveis. A baixa responsabilidade, o desinteresse, o descaso ou o pouco controle dos impulsos fazem deles pessoas pouco confiáveis. É comum que, nestes casos, os filhos assumam responsabilidades de adultos de forma muito precoce . Algo que, por outro lado, não é adequado e nem saudável. As crianças têm seus tempos, e não é certo ter que crescer rápido.

Famílias manipuladoras, narcisistas e de baixa tolerância

Há entornos familiares onde o foco disfuncional  se concentra em um membro com um perfil narcisista e manipulador. É comum que este tipo de personalidade crie situações onde se exerce o controle, cortam-se liberdades e o respeito e, além disso, há pouca tolerância. Viver deste modo tem um custo alto. Os filhos não se sentem atendidos e nem respeitados, e desenvolve uma baixa autoestima ou inclusive comportamentos desafiantes ao quererem reagir diante dessa figura tóxica e negativa de poder.

Tipos de famílias tóxicas e características que as definem

Na maioria dos casos, nas famílias toxicas os que saem perdendo costumam ser os filhos, já que não desempenham seus papéis. As famílias tóxicas são como pequenas ilhas que contêm um lar carregado de conflitos,  de mandatos, de dinâmicas disfuncionais que afetam a todos os seus membros. Sabemos, por outro lado, que o termo “toxicidade” está na moda. Todos nós ouvimos e usamos expressões como “meu relacionamento é tóxico” ou “em meu trabalho tenho um colega tóxico”. toxicidade. A razão? Há pessoas que por seu estilo de personalidade, conduta ou estilo de comunicação,  machucam, roubam o equilíbrio, a motivação e a autoestima.

Como uma família disfuncional afeta os filhos?

As crianças podem desenvolver alguns destes comportamentos ao crescer no seio de uma família disfuncional: São rebeldes.  Opõem-se a toda autoridade, seja a dos pais, dos professores ou da polícia. Ao serem culpabilizados por todos os problemas familiares, desenvolvem um profundo sentimento de culpabilidade, o que os torna vítimas de outros. Assumem o papel dos pais,  crescem muito rapidamente e perdem sua infância. São tímidos e calados,  aprendem a esconder e a reprimir suas emoções. Sua auto estima é lesionada. São oportunistas e manipuladores.  Aproveitam-se das fraquezas dos demais para conseguir o que querem.

O que é uma família disfuncional e como ela pode afetar os filhos?

Uma família disfuncional é toda família que não é capaz de prover o necessário para que os filhos cresçam saudáveis (tanto física quanto emocionalmente) e felizes. Conheça as suas características neste artigo. Disfuncional significa que existe uma desordem no funcionamento ou na função que lhe corresponde.  Quando este qualificativo se aplica à família, fala precisamente do mesmo: uma família que não cumpre com as funções que lhe correspondem, uma família disfuncional. Dependência e manipulação emocional A dependência emocional limita o crescimento e o desenvolvimento pessoal.  A superproteção dos pais gera insegurança e dependência nos filhos.  Se um dos pais for muito imaturo, pode ser manipulado e subjugado pelo outro. Violência intrafamiliar Um dos pais exerce um domínio absoluto e autoritário, enquanto o resto da família aceita estar subjugado.  Existe abuso físico, verbal ou sexual.  O outro pai e os filhos negam o abus...

sobreviver em uma família disfuncional

Os papéis que as crianças assumem para sobreviver em uma família disfuncional Crescer em uma família disfuncional pode deixar feridas com sérias consequências na vida adulta.  No entanto, esse tipo de família é muito mais comum do que pensamos. A manipulação emocional, os comportamentos humilhantes, a falta de empatia e sensibilidade, problemas de comunicação e dependência são algumas das características que demonstram que uma família é disfuncional. As crianças, quando crescem em uma casa desse tipo, precisam se adaptar para sobreviver e se proteger desse ambiente, que não é o mais apropriado. Além disso, estão expostos a padrões de comportamento disfuncionais que eles provavelmente repetirão mais tarde quando forem adultos. O ambiente familiar pode facilitar ou dificultar o desenvolvimento psicológico das crianças, por isso a sua importância é evidente. As consequências de crescer em uma família disfuncional Como dissemos anteriormente, é comum encontrar ...