Efeitos sobre as crianças

Crianças de famílias disfuncionais, seja no momento ou à medida que crescem, podem:[11]
  • carecer da habilidade de serem brincalhões ou simplesmente serem crianças e podem "crescer rápido demais"; contrariamente, podem crescer lento demais ou ter uma mistura de características (por ex. bom comportamento, mas incapaz de cuidar de si mesmos)
  • ter moderados a graves problemas de saúde mental, incluindo uma possível depressão, ansiedade e pensamentos suicidas
  • tornar-se viciadas em tabaco, álcool e/ou drogas, especialmente se os pais ou amigos fizeram o mesmo
  • intimidar ou perseguir os outros ou ser uma vítima fácil disso (possivelmente tendo um papel duplo em diferentes contextos)
  • estar em negação sobre a gravidade da situação da família
  • ter sentimentos oscilantes entre amor e ódio para com alguns membros da família
  • tornar-se delinquentes sexuais, possivelmente incluindo pedofilia.
  • ter dificuldade em formar relacionamentos saudáveis dentro de seu grupo de pares (geralmente devido à timidez ou um transtorno de personalidade)
  • gastar uma quantidade excessiva de tempo sozinhas, assistindo à televisão, jogando jogos electrónicos, navegando na Internet, escutando música e outras actividades que carecem de iteração social em pessoa
  • sentir-se irritadas, ansiosas, isoladas dos outros, depressivas ou sem valor
  • ter um distúrbio da fala (relacionado ao abuso emocional)
  • desconfiar dos outros ou até ter paranoia
  • tornar-se delinquentes juvenis e ir para a vida do crime (desistindo ou não da escola) e, possivelmente, tornar-se membros de gangues também
  • ter dificuldades acadêmicas na escola ou diminuir o rendimento escolar inesperadamente
  • ter baixa autoestima ou uma autoimagem com dificuldades de expressar emoções
  • rebelar-se contra a autoridade dos pais ou,contrariamente, sustentar os valores de sua família frente à pressão de seus semelhantes ou até tentar estar em um impossível meio termo que agrada a ninguém
  • pensar somente em si mesmas para compensar a diferença de suas infâncias(já que ainda estão aprendendo a equilibrar seu amor-próprio)
  • ter pouca autodisciplina quando os pais não estão presentes, tal como o gasto compulsivo, deixar deveres etc para a última hora (procrastinação), entre outros (punições e consequências desconhecidas e aparentemente não tão severas no “mundo lá fora” em comparação com punições e consequências já conhecidas que vêm dos pais, dentro de casa)
  • encontrar um cônjuge ou namorado (frequentemente abusivos) de idade muito baixa (especialmente mulheres), e/ou fugir de casa
  • entrar em uma seita para encontrar a aceitação que nunca tiveram em casa ou, no mínimo, para sustentar crenças filosóficas/religiosas distintas das quais lhes foram ensinadas
  • engravidar e/ou tornar-se pais de filhos ilegítimos
  • estar em risco de tornarem-se pobres ou sem-teto, mesmo que a família seja rica ou de classe média
  • viver um estilo de vida recluso sem cônjuge, parceiro, filhos ou amigos
  • ter comportamentos autodestrutivos ou potencialmente auto prejudiciais
  • esforçar-se (enquanto jovens adultos) para morar longe de alguns ou todos os membros da família
  • perpetuar os comportamentos disfuncionais em outras relações (principalmente com seus próprios filhos)

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